
Golfinho-Franciscana
Nome Cientifico: Pontoporia blainvillei
Características: Há poucos registos da franciscana na natureza. É um animal discreto, pouco expansivo e é fácil passar despercebido, salvo em condições muito calmas.
Apesar de ser parente próximo dos golfinhos-de-água-doce, vive no mar e prefere águas costeiras muito baixas.
Sendo um dos cetáceos mais pequenos, a característica mais invulgar é o bico, o mais longo de todos os golfinhos ( em relação ao tamanho do corpo), apesar de o bico do jovem ser consideravelmente mais curto do que o do adulto.
A cor do corpo pode clarear durante o Inverno e com a idade; alguns animais mais velhos são predominantemente brancos.
O número limitado de observações faz pensar ser habitualmente um animal solitário, apesar de terem sido registados grupos de até 5 golfinhos.
As redes, onde ficam emalhados, são uma das principais causas de morte e é quase certo ter desfalcado a espécie.
Focinho em Adulto mais Velho
Focinho em Jovem
Barbatana Caudal
Comportamento: Move-se muito suavemente. É raro rolar ou bater contra a superfície e pouco deixa ver quando emerge para respirar, sendo muito difícil de detectar, excepto em água límpida e calma.
Em geral, tende a evitar embarcações apesar de constar dos registos ter-se aproximado de pequenos barcos de pesca.
Pensa-se que se alimenta sobretudo junto do fundo do mar, esquadrinhando-o à procura de comida e afastando a vegetação.
Parece gostar muito de areia. Em dias quentes e soalheiros, foi avistada, em águas muito baixas, jazendo na areia, como que a descansar, e, de tempos a tempos, subindo à superfície para respirar. Intervalo entre mergulhos possivelmente de mais de meio minuto.
Quando em presença de um predador, tal como o tubarão-de-sete-guelras, permanece completamente imóvel à superfície da água ou perto dela.
Distribuição: É o único membro da família dos golfinhos-de-água-doce que vive no mar. Prefere, no entanto, águas costeiras baixas. Maioria das observações perto da terra, em geral onde a água não tem mais de 9m de profundidade. Área conhecida vai do rio Doce, perto de Regência, Brasil, para sul, através do Uruguai até Bahía Blanca, Argentina; é possível que possa surgir, para sul, até à costa norte do golfo San Matías, Argentina. Outrora aparecia até à península Valdés, Argentina, mas actualmente é raramente avistada por lá. Mais comum no lado uruguaio do estuário do Prata. Apesar de muito vulgar neste estuário, não vive em rios e nunca foi registada mais acima de Buenos Aires, Argentina.
Raramente vista no Inverno, sugerindo uma movimentação sazonal.
Águas costeiras temperadas do Leste da América do Sul.
Alimentação: Krill ou outros crustáceos e peixe.