Golfinho do Ganges

Golfinho do Ganges

Nome Cientifico: Platanista gangetica (Ganges)

Características: Durante muitos anos pensou-se que o Golfinho do Indo e o Golfinho do Ganges pertenciam à mesma espécie, mas nos anos 70 descobrirem-se diferenças nas estruturas dos crânios; pesquisas recentes revelaram diferenças nas proteínas sanguíneas, sendo agora considerados espécies diferentes.

Apesar de geograficamente separados, o exterior é idêntico e têm hábitos semelhantes. Ambas as espécies tendem a viver sós ou aos pares, mas foram vistos grupos até 10; o número dos que vivem juntos pode depender do tamanho total da população (relatos do século XIX, quando eram muito mais vulgares, mencionam "grandes grupos").

São os únicos cetáceos cujos olhos não têm cristalino, tornando-os efectivamente cegos.

Podem provavelmente detectar a direcção - e talvez a intensidade - da luz, mas navegam e encontram o alimento através de um sofisticado sistema de  ecolocação.

Outros nomes: susu do Ganges

Barbatana Caudal

Aparências de um CrocodiloTanto os golfinhos do Indo como os do Ganges emergem muitas vezes em ângulo quando sobem para respirar, podendo assim, em algumas áreas, ser confundidos com um gavial (tipo de crocodilo). É possível ver-se toda a cabeça e bico dos golfinhos, mas por vezes só são visível o melão ou a metade superior da cabeça e o bico.

Comportamento: (comportamento igual ao do Golfinho do Indo)

Ambas as espécies nadam e emitem sons o tempo inteiro, sem períodos de descanso óbvios.

À superfície, deixam ver mais do que outros golfinhos-de-água-doce e às vezes nadam com o bico espetado para fora da água.

Podem dar saltos quando descontraídos, içando-se quase inteiramente para fora da água e entrando de cabeça, dando em geral um sonoro batimento caudal.

As fêmeas podem pôr as crias sobre o dorso e erguê-las até à superfície. O intervalo usual entre emersões vão de 30 a 45 segundos e é frequente os animais mudarem de direcção assim que desaparecem sob a água.  

Movem-se em geral devagar, mas são capazes de nadar velozmente.

Distribuição: Mais amplamente distribuído do que o Golfinho do Indo, surge nos sistemas fluviais do Ganges, Meghna e Bramaputra  da Índia ocidental, Nepal, Butão e Bangladesh, e no rio Karnapuli, Bangladesh.  

Pode também habitar o rio Sangu, Bangladesh.  

Distribuição descontinua do sopé do Himalaia até ao limite da zona afectada por marés. Limites superiores do rio parece serem Sunamganj (Meghna), rio Lohit (Bramaputra) e Manao (Ganges). Não desce para lá da área com marés.

A barragem Farakka dividiu a população em duas.

Em semelhança ao Golfinho do Indo , os adultos têm tendência para se juntar nos cursos principais durante a estação seca, dispersando-se em zonas inundadas e em pequenos afluentes durante as monções. Alguns jovens raramente saem dos afluentes. Há densidades relativamente grandes na confluência de 2 rios, e mesmo a seguir a águas baixas. Os animais habitam em águas baixas com cerca de 1m, mas parece preferirem zonas muito mais profundas. Estão presentes sobretudo em águas muito turvas e lodosas e nenhuma das espécies entra no mar. Migrações sazonais estão ligadas à monção, que afecta as áreas acessíveis. Alguns animais sobem o rio quando o nível da água aumenta, mas é possível que as barragens tenham interrompido migrações tradicionalmente mais longas.

Alimentação: peixe – Krill ou outros crustáceos

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