Golfinho-Malhado-do-Atlântico

Golfinho-Malhado-do-Atlântico

Nome Cientifico: Stenella frontalis

Características: O golfinho-malhado do Atlântico tem sido muito estudado no Atlântico Norte oriental , mas é pouco conhecido noutras áreas. Parece-se muito com o Golfinho-Malhado-Pantropical , mas o corpo é um pouco mais robusto e tem uma risca clara em cada ombro, bem como, na parte inferior, manchas que permanecem bem definidas e raramente se amalgamam.

Também é possível confundi-lo com o golfinho-corcunda do Atlântico, Golfinho-de-bico-comprido, roaz-corvineiro e Golfinho-fiandeiro.

Nas aglomerações em que grupos etários se misturam, o golfinho-malhado do Atlântico pode ser identificado pelas manchas extensas nos animais mais velhos e pela mancha-dorsal escura dos animais mais novos.

Há tantas variantes de golfinhos-malhados que durante muito tempo a sua taxinomia baralhou os peritos; no entanto, o golfinho-malhado do Atlântico é agora aceite como uma espécie separada.

Barbatana Caudal

Barbatanas Dorsais

Variações cromáticas: As variantes cromáticas e a extensão das manchas dos golfinhos-malhados do Atlântico são tremendas e não há dois que sejam exactamente iguais. As manchas tornam-se maiores e mais numerosas com a idade e são mais extensas nos animais grandes e velhos. Uma boa maneira para distinguir o golfinho-malhado do Atlântico do Golfinho-Malhado-Pantropical é a extensão de manchas negras na parte inferior ; as manchas permanecem distintamente definidas no malhado do Atlântico, mas fundem-se para esconder a cor de base no Golfinho-Malhado-Pantropical.

Comportamento: Muito activo à superfície : salta com frequência, lançando-se por vezes bem alto para o ar, onde parece planar antes de tombar com uma pancada; maior parte do comportamento aéreo observado quando se está a alimentar.

Nadador rápido e enérgico , dá saltos longos e pouco profundos. " Acompanha à proa " avidamente: pode vir de longe para se juntar a um navio rápido. Os relatos frequentes de grupos mistos com roazes-corvineiros podem ser casos de erro de identificação (possivelmente como resultado dos animais mais velhos terem manchas e os mais novos não).

Quando emergem, é típico furarem a superfície com a ponta do bico, seguida pela cabeça, dorso e barbatana dorsal .

O tamanho do grupo das populações costeiras é. em geral, mais pequena (5-15).

A estrutura social parece ser bastante complexa e pensa-se que inclui o reconhecimento individual e o castigo.

Distribuição: Só é conhecido no Atlântico , onde surge sobretudo em águas quentes. Pouco se sabe da distribuição ao largo da América do Sul e da África Ocidental.

Parece ser comum no Atlântico Norte ocidental e no golfo do México . No Atlântico Norte oriental surge mais para norte , com muitos registos recentes em torno dos Açores e possíveis observações à volta das ilhas Canárias .

A população do golfo do México aproximam-se da costa durante o Verão . É usual encontrá-lo na área mais ao largo da Plataforma Continental . Forma mais pequena e menos manchada mais pelágica do que a forma maior e fortemente manchada.

Alimentação: Peixe, lulas ou polvos e outros invertebrados

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