Golfinho-de-Heaviside

 

Golfinho-de-Heaviside

Nome cientifico: Cephalorhynchus heavisidii

Características: O Golfinho de Heaviside é uma espécie pouco conhecida, raramente vista na natureza.

Recentemente, e pela primeira vez, foi publicada informação baseada em animais vivos e sabe-se que as ilustrações anteriores (baseadas em animais mortos) são incorrectas.

Não se assemelha a qualquer outra espécie situada ao largo da costa do sudoeste de África, devendo assim ser relativamente fácil identificá-lo.

É um golfinho pequeno e compacto, com uma forma robusta típica do género Cephalorhynchus e tem uma coloração notável, mancha branca no ventre que se estende até ao flancos, barbatana dorsal triangular.

Todos os anos alguns deles ficam emalhados em diversas redes de pesca costeira ao largo da África do Sul e da Namíbia, e um pequeno número pode ser capturado para consumo humano com arpões manuais ou espingardas.

Barbatana Caudal

Barbatana Dorsal

-bordo anterior em geral mais comprido do que posterior

-lobos direitos ou levemente côncavos

-barbatana dorsal tem normalmente bordo anterior levemente côncavo 

Comportamento: Pouco se sabe sobre o comportamento desta espécie. É, em geral, discreta e parece ser tímida.

É raro saltar, mas quando o faz pode atingir mais de 2m de altura. Foi vista a dar rápidos saltos mortais para a frente terminando num batimento caudal contra a superfície.

Pode "saltitar" quando nada a grande velocidade. Reacção aos navios varia, mas sabe-se que se aproxima de uma série de embarcações e que "acompanha à proa e no rasto do navio"; foram visto alguns animais a "escoltar" pequenos navios durante várias horas seguidas.

Observações limitadas sugerem que, pelo menos alguns grupos, têm zonas residenciais restritas e que provavelmente não se afastam para longe dessas áreas.

Distribuição: Área restrita e bastante escassamente povoada. Surge apenas ao largo da costa ocidental da África do Sul e Namíbia, ao longo de cerca de 1600 km de linha costeira. Distribuição conhecida desde o cabo da Boa Esperança, África do Sul, até, para norte e no mínimo, ao cabo Cross, Namíbia, mas é possível que se estenda mais para norte até ao sul de Angola.

Vista sobretudo em águas costeiras, numa faixa de 8-10 km da costa e em águas com menos de 100 m de profundidade. Levantamentos da população dentro dos 8 km costeiros revelaram  fracas densidades de cerca de 5 observações em 160 km,; mais para o largo, as observações baixaram dramaticamente e não foram vistos animais em águas com mais de 200 m de profundidade.

Parece estar associada com a corrente fria de Benguela, que corre para norte.

Alimentação: peixes, cefalópodes.

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