Golfinho-de-Bornéu

Golfinho-de-Bornéu

Nome Cientifico: Lagenorhynchus hosei

Características: 2,30 – 2,70m; 160 – 210kg; bico curto, barbatanas pequenas, barbatana dorsal triangular, larga faixa preta do olho ao ânus.

Apesar de em 1895 ter sido descoberta a carcassa de um golfinho do Bornéu numa praia em Sarawak, Malásia, a espécie só foi descrita cientificamente em 1956, e não foi vista viva até ao início dos anos 70.

Desde então foi observada muitas vezes no mar, e parece não ser tão rara quanto outrora se pensava. Contudo, continua a ser relativamente pouco conhecida.

Tem uma aparência intermédia entre os géneros Lagenorhynchus e Delphinus , daí o nome genérico composto Lagenodelphis.

Alguns indivíduos, em especial os machos, têm no corpo uma notável faixa lateral preta escura; pensa-se que a largura e a intensidade da faixa aumentam com a idade.

Pode ser confundido com o Golfinho-riscado, apesar de o golfinho do Bornéu ter bico mais curto, barbatana dorsal mais pequena e pequeninas barbatanas peitorais, bem como faixas corporais diferentes.

Um número desconhecido afoga-se nas redes sardinheiras de pescas pelágicas e noutras operações pesqueiras, e há alguma captura directa dentro da área.

Outros Nomes: Golfinho de Fraser .

Barbatana Caudal

Barbatana Dorsal

Comportamento: Uma análise das presas sugere ser o golfinho do Bornéu um mergulhador de águas profundas, caçando em profundidades de pelo menos 250-500m.

Visto com frequência em grupos mistos com outros cetáceos pelágicos, em especial com cabeças-de-melão, falsas orcas, cachalotes, Golfinhos-malhados-Pantropicais e Golfinhos-Riscados.

Tem um estilo natatório agressivo: quando se eleva para respirar, sai muitas vezes da água numa explosão de espuma.

Sabe-se que salta, mas não é vulgar ser expansivo ou brincalhão. Em grande parte da área receia as embarcações e é corrente afastar-se rapidamente, formando um grupo cerrado com os outros, e muita agitação na superfície da água.

Mais inclinado a "acompanhar à proa" e a nadar ao lado de navios nas Filipinas e ao largo da costa do Natal, África do Sul.

Distribuição: Distribuição pouco conhecida. Parece ser mais comum perto do equador, no Pacífico Oriental tropical, e na ponta sul do estreito de Bohol, Filipinas.

Parece ser relativamente escasso no oceano Atlântico (conhecido apenas nas Pequenas Antilhas e no golfo do México).

Pode ter área ao longo do oceano Índico, apesar de só haver observações confirmadas na costa leste da África do Sul, Madagáscar, Sri Lanka e Indonésia.

Surge também longe do equador, para norte até Taiwan e Japão e, em pequenos números, ao largo da Austrália. Num acostamento em França tratou-se provavelmente de um grupo errante.

Pode ser mais comum do que a falta de registos o sugere.

Raramente visto em águas costeiras, excepto em volta de ilhas oceânicas e em áreas com uma plataforma continental estreita.

Alimentação: cefalópodes, crustáceos, peixes.

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