Golfinho-Corcunda-do-Atlântico

Golfinho-Corcunda-do-Atlântico

Nome Cientifico: Sousa teuszii

Características: Alguns peritos pensam que o Golfinho-Corcunda-do-Atlântico seja uma variante geográfica do Golfinho-corcunda-do-Indo/Pacífico, contudo, à luz dos testemunhos actuais, muitos consideram-no improvável dadas as diferenças morfológicas entre os dois (sobretudo no número de dentes e de vértebras). É mais provável confundi-lo com o roaz-corvineiro , mas com a sua bossa bem visível e alongada no meio do dorso e uma barbatana dorsal relativamente pequena no alto , o golfinho-corcunda do Atlântico é bastante fácil de reconhecer.

É bem conhecido por cooperar com os pescadores mauritanos em torno do Cabo Timiris, a norte de Nouakchott, guiando o peixe para as suas redes.

Também se pode dar o nome de Golfinho-do-Camarões ou Golfinho-de-bossa-do-Atlântico .

Barbatana Caudal

Barbatanas Dorsais

Comportamento: Normalmente difícil de aproximar e tende a evitar as embarcações, mergulhando e reaparecendo a alguma distância numa direcção diferente. É raro "acompanhar à proa" .

Emerge aproximadamente todos os 40 a 60 segundos, mas pode ficar debaixo de água durante vários minutos . O comportamento ao emergir é inabitual, semelhante ao do golfinho-corcunda do Indo/Pacífico.

É normalmente um nadador lento , mas a corte nupcial pode envolver uma veloz perseguição em círculos .

Pode voltar-se sobre um flanco e agitar uma barbatana peitoral no ar.

Às vezes "espia". Salta com frequência e pode dar saltos mortais completos de costas .

Pode associar-se com roazes-corvineiros.

Distribuição: Distribuição baseada em testemunhos reduzidos, e talvez mais extensiva do que alguns registos o sugerem. Área conhecida estende-se ao longo da costa ocidental de África , da Mauritânia aos Camarões , e possivelmente até Angola .

Parece estar isolado do muito semelhante golfinho-corcunda do Indo/Pacífico, que vive ao longo da costa sul-africana. Parece ser particularmente comum a sul do Senegal e noroeste da Mauritânia .

Prefere águas baixas costeiras e estuários com menos de 20 m de profundidade , em especial perto de pântanos mangais .

É típico surgir na zona de rebentação das costas mais expostas. Sabe-se que entra nos rios Níger e Bandiala , e possivelmente noutros, apesar de ser raro subir uma grande distância e de em geral permanecer na área afectada pelas marés .

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