Bem, infelizmente é uma realidade muito cruel.
Nas ilhas Féroe , é tradição todos os anos exterminarem-se centenas de golfinhos.
Nos anos 60, no Japão, eram capturados mais de 20 000 golfinhos-azuis por ano. Foi preciso uma intervenção da Comissão para a Protecção dos Mamíferos Marinhos para que, em 1982, fosse imposta uma quota máxima de 4800 exemplares. No entanto, muitos pescadores japoneses continuaram a exterminar clandestinamente os roazes-corvineiros costeiros.
No Mediterrâneo Ocidental, os golfinhos que não conseguem detectar as redes dos pescadores acabam por ficar presos. Os pescadores, irritados com os danos causados nas redes, costumam cortar-lhes a cauda antes de voltar a atirá-los à água!
Noutros países, exterminam-se os golfinhos para fins alimentares. Nas Caraíbas, os pescadores da ilha de S. Vicente caçam e capturam orcas, falsas-orcas e baleotes. No Chile, os pescadores de caranguejos utilizam carne de golfinho como isco. Em 1980-1981, 5000 golfinhos-de-dorso--branco, isto é, 204t de carne, foram assim utilizadas ilegalmente.
Face a todas essas ameaças que pairam sobre a sobrevivência e o futuro dos delfinídeos, foram adoptadas, a partir de 1980, numerosas medidas internacionais.
Infelizmente, só obrigam os países que assinaram a Convenção de Washington. Tal como outros países, o Japão recusou-se a aderir a esta iniciativa. Sendo o controlo destas medidas difícil de exercer, os golfinhos continuam a ser exterminados na América do Sul, no Japão, na Europa e em numerosas ilhas.