Golfinho bebé na praia

segunda, 28 agosto 2006
Publicado em Notícias

Um golfinho fêmea recém-nascido, da espécie baleia-piloto, com 1,70 metros de comprimento, deu à costa vivo, mas debilitado, ontem de manhã, na praia do Norte, na Nazaré, e só vai ser devolvido ao mar depois de estar reabilitado.

A presença do golfinho despertou a curiosidade dos popularesO mamífero estava arrojado na areia, sem forças para voltar ao mar, e foi de imediato socorrido por elementos da Polícia Marítima, que o transportaram para o porto de abrigo da Nazaré, junto da rampa do Instituto de Socorros a Náufragos. Ao longo do dia foi hidratado e alimentado por técnicos do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) e da Sociedade Portuguesa da Vida Selvagem (SPVS).

Ao final da tarde seguiu viagem, num tanque especial com maca, com destino a Quiaios, onde será reabilitado pelos biólogos da SPVS e do ICN. Só quando estiver bem de saúde será devolvido ao mar.

Segundo Marina Sequeira, coordenadora da Unidade de Mamíferos Marinhos do ICN, as possibilidades de sobrevivência do golfinho bebé são “muito baixas”, por estar fraco e com dificuldade em manter o equilíbrio na água.

Para saber com todo o rigor o estado de saúde do mamífero, uma vez que não apresenta ferimentos visíveis, os técnicos fizeram uma recolha de sangue para análise.

“Só os resultados das análises permitirão saber qual a gravidade do seu estado de saúde”, explicou ainda Marina Sequeira.

Ao longo do dia, o golfinho esteve sempre muito sossegado, sendo todos os seus movimentos na água acompanhados de perto por elementos do ICN e da SPVS. A sua presença também despertou a curiosidade de muitos populares, que fizeram questão de observar e fotografar a cria.

“É uma ‘menina’ pacata, não tem dado trabalho nenhum, mas está com muita fraqueza e vê-se que tem dificuldades de equilíbrio, pois adorna”, disse José Vingada, biólogo e professor da Universidade do Minho e membro da SPVS.

Segundo aquele responsável, este é o primeiro golfinho recém-nascido desta espécie a dar à costa vivo, não se sabendo por que se afastou do seu grupo familiar. “Talvez se tenha perdido do grupo, sofrido algum acidente ou então a mãe morreu”, admite.

Esta espécie de golfinhos, que em adultos atingem oito a dez metros de comprimento e três toneladas de peso, é comum ao largo da costa. O ano passado foram avistados grupos com 80 animais, a 50 milhas náuticas da Tocha e em frente à Reserva da Berlenga, em Peniche.

fonte: correiomanha.pt

28 de Agosto de 2006


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